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sábado, 24 de março de 2012

Pesquisadores criam dispositivo invisível a campos magnéticos


Pesquisadores europeus anunciaram a criação de um dispositivo invisível a campos magnéticos estáticos, o que pode ter aplicações práticas na área militar e médica.
Esse avanço consiste na criação de campos magnéticos estáticos gerados por um imã permanente ou por uma bobina atravessada por uma corrente elétrica contínua.


Efe
Os campos magnéticos não conseguem "ver" o que há dentro do cilindro, como mostra ilustração
Os campos magnéticos não conseguem "ver" o que há dentro do cilindro, como mostra ilustração

Os campos eletromagnéticos já são utilizados em imagens médicas de ressonância 
magnética e em muitos sistemas de segurança, como os dos aeroportos.
O dispositivo inventado por Fedor Gomory e colegas da Eslováquia e da Espanha, descrito em uma pesquisa divulgada na edição desta sexta-feira da revista científica "Science", fala de um cilindro com duas camadas concêntricas.
Enquanto a camada interna é feita de um material supercondutor que repele os campos magnéticos, a camada externa é composta por um material ferromagnético que os atrai.
Situado no campo magnético, o cilindro não o perturba e não mostra sombra, nem reflexo.
Portanto, um objeto situado em seu interior não pode ser detectado magneticamente e fica "insensível" ao campo magnético no qual se encontra, explica o co-autor do estudo, Alvaro Sánchez, da Universidade Autônoma de Barcelona, que utiliza o termo "invisibilidade".
"Há muitas aplicações, para carros, barcos ou submarinos", afirma. Sánchez explica que o dispositivo pode ser utilizado para pacientes com marcapasso, sensível às ondas eletromagnéticas, e que precisem de uma imagem de ressonância magnética de um joelho ou de outra parte do corpo, de forma que o resultado não seja distorcido.
Como é fabricado com materiais comercialmente disponíveis e opera sob campos magnéticos relativamente fortes e temperaturas relativamente quentes, o dispositivo pode ser posto em funcionamento facilmente, explicam os autores.
"Para o submarino, é possível fazer uma camada ao redor do mesmo que o converteria em indetectável magneticamente", disse Sánchez.
"Também poderia ser utilizado para proteger os equipamentos (militares e médicos) contra alterações eletromagnéticas", acrescentou.



Referência

quinta-feira, 1 de março de 2012

Uma solução para o futuro ?

Edifício é construído com asas que geram energia eólica nos EUA

Engenheiros da UC Davis College of Engineering, dos EUA, projetaram um prédio que tem “asas”, para aproveitar os ventos da cidade de São Francisco e gerar energia. O edifício tem uma construção externa vertical, que lembra uma asa, com turbinas eólicas que vão até o topo do prédio. Elas irão produzir pelo menos 7% da energia usada no local. Além disso, elas foram projetadas para diminuir o risco de acidentes com pássaros.
Uma das maiores vantagens apresentadas é que a energia é gerada e consumida no próprio prédio – o que elimina custos. É possível atingir um terço da eficiência de uma usina com várias turbinas, mas ainda assim o projeto é economicamente viável.
Segundo os engenheiros que lideram o projeto, a tecnologia está em teste, mas tem grande potencial comercial e pode se desenvolver em várias outras cidades do mundo.
(Imagem: UC Davis College of Engineering)
Link da matéria oficial